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sábado, 28 de junho de 2014

Banana - Conheça os benefícios da banana para a saúde.

A banana é, sem sombra de dúvida, uma das frutas mais consumidas por todos: crianças, adolescentes e adultos adoram as bananas e os motivos considerando a saúde e também os benefícios da banana não são nada limitados, o que pode ajudar a explicar a adoração tão grande por essa fruta. Entre os benefícios da banana, devemos destacar que a banana é uma fruta que auxilia no emagrecimento saudável, dá um “up” na saúde, auxilia na digestão, é rica em vitaminas, fibras e potássio, é uma fornecedora oficial de energia e ainda previne problemas nos ossos e outros. Para os anêmicos, os benefícios da banana também são muito positivos para a saúde, já que o ferro que ela contém pode estimular a produção de hemoglobinas no corpo, uma das dificuldades dos indivíduos anêmicos. Outro dos benefícios da banana é que ela pode auxiliar na diminuição da pressão arterial, o que consequentemente também preveni doenças do coração, melhorando ainda mais a saúde do indivíduo em questão.

domingo, 22 de junho de 2014

Navegar é preciso, em busca da verdade.

Não há nada que conduza à verdade. Temos que navegar por mares sem roteiros para encontra-la.
O pensamento é mensurável; a inteligência não. E como acontece de essa inteligência vir a existir? Se o pensamento não possui relação com a inteligência, então, é a cessação do pensamento o despertar da inteligência? Ou o que ocorre é que a inteligência, sendo independente do pensamento, e não sendo do tempo, existiu sempre? Então o pensamento é um ponteiro. O conteúdo é a inteligência. Então o que é a fonte? Ela pode sequer ser nomeada? Por exemplo, o sentimento religioso dos judeus é que isso é inominável: você não nomeia, não pode falar a respeito, não pode tocar. Pode-se apenas olhar. E os hindus e outros dizem a mesma coisa de um modo diferente. Os cristãos iludiram a si mesmos pela palavra Jesus, essa imagem, eles nunca foram à fonte disso.
http://nicaciodias.blogspot.com.br/2009/05/frases-de-j-krishnamurti.html
http://luzevida123.blogspot.com.br/2014/05/sabe-de-nada-inocente-gospel.html

Amor universal deve estar acima de crenças, ideologias e nacionalidades.

Krishnamurti (1895-1986), tido por muitos como veículo de Buddha e Cristo, a  evolução deles próprios, seus ensinamentos viajaram, com ele, pelo mundo inteiro . De suas idéias, resultaram dezenas de livros que têm milhões de leitores e adeptos.
Presta o autor desta Seleta relevante homenagem ao conhecimento de Krishnamurti, revelando-lhe posições fundamentais como a luta em prol da paz e contra a mundanidade, a ignorância, o preconceito, o ódio e a luxúria.
São raros os verdadeiros gênios da raça humana. Criaturas que sobreviveram além da sua época e marcaram novos rumos para a humanidade. Jiddu Krishnamurti foi indiscutivelmente um desses. O seu pensamento atingiu as raízes da própria existência, apresentando ao mundo a antiga e tradicional sabedoria humana em roupagens modernas. Ele marcará, sem dúvida, o mundo com a sua presença, que irá se transformar, à medida que o tempo passa, numa nova sociedade.
É difícil classificá-lo. Para uns ele é um filósofo; para outros um místico, um psicólogo, um sociólogo, etc., pois o seu pensamento está acima de rótulos, é atemporal. Ele se importava muito com o futuro de um novo ser, totalmente livre, não condicionado pelos costumes, políticas, religiões ou tradições, alguém que seja integralmente si mesmo.

Jiddu Krishnamurti
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jiddu_Krishnamurti
 PAZ CULTURAL

sábado, 21 de junho de 2014

Prisioneiros somos, seja de um problema religioso, de uma luta social ou de um conflito econômico.



A VERDADE É UMA TERRA SEM CAMINHOS - O que é a Ação Correta? (01)

Amigos, penso que cada um de nós está aprisionado, seja num problema religioso, seja numa luta social ou num conflito econômico. Cada um de nós sofre pela falta de compreensão destes variados problemas, e tentamos resolver cada um deles por si; isto é, se têm um problema religioso, pensam que o vão resolver pondo de lado o problema econômico ou social e centrando-se inteiramente no problema religioso, ou se têm um problema econômico pensam que vão resolver esse problema econômico limitando-se inteiramente a esse conflito específico. Ao passo que eu digo que não podem resolver estes problemas isoladamente; não podem resolver o problema religioso por si só, nem o problema econômico nem o problema social, a menos que vejam a inter-relação entre os problemas religiosos, sociais e econômicos.
Aquilo a que chamamos problemas são meramente sintomas, que aumentam e se multiplicam porque não agarramos a vida toda como uma coisa só, mas dividimo-la em problemas econômicos, sociais ou religiosos. Se olharem para todas as variadas soluções que são oferecidas para os vários padecimentos, verão que lidam com os problemas em separado, em compartimentos estanques, e não tomam os problemas religiosos, sociais e econômicos compreensivamente como um todo. Ora é minha intenção mostrar que enquanto lidarmos com estes problemas, isoladamente, apenas aumentamos o desentendimento, e, portanto o conflito, e desse modo o sofrimento e a dor; até que lidemos com o problema social e com os problemas religiosos e econômicos como um todo compreensivo, não dividido, mas de preferência vendo a ligação delicada e sutil entre aquilo que chamamos problemas religiosos, sociais ou econômicos – até que vejam esta ligação real, esta ligação íntima e sutil entre os três, seja qual for o problema que possam ter, não o vão resolver. Apenas incrementarão a luta. Embora possamos pensar que resolvemos um problema, esse problema surge novamente de uma forma diferente, e assim vamos através da vida resolvendo problema após problema, luta após luta, sem compreender totalmente o pleno significado do nosso viver.
Portanto, para compreender esta ligação íntima entre aquilo a que chamamos problemas religiosos, sociais e econômicos, tem que haver uma completa reorientação do pensamento – isto é, cada indivíduo tem que deixar de ser uma peça de engrenagem, uma máquina, seja na estrutura social, seja na religiosa. Olhem e verão que a maior parte dos seres humanos são escravos, meras peças de engrenagem nesta máquina. Não são realmente seres humanos, apenas reagem a um meio estabelecido e por isso não existe verdadeira ação individual, pensamento individual; e para descobrir essa relação íntima entre todas as nossas ações, religiosas, políticas ou sociais, têm que pensar como indivíduos, não como um grupo, não como um corpo coletivo; e essa é uma das coisas mais difíceis de fazer, que os indivíduos saiam da sua estrutura social, ou religiosa, e a examinem com espírito crítico, para descobrir o que é falso e o que é verdadeiro nessa estrutura. E então verão que já não estão preocupados com um sintoma, mas estão tentando descobrir a causa do próprio problema, e não apenas  lidando com os sintomas.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Felicidade verdadeira só se encontra na incorruptividade do próprio eu.


O Acampamento de Ommen em 1929 iniciou seus trabalhos no dia 2 de agosto numa atmosfera de tensão e expectativa, quando a maioria das pessoas ali presentes compreendia o que ia acontecer. Na manhã seguinte, em presença da Sra. Besant, de mais de três mil membros da Estrela, e com muitos milhares de holandeses ouvindo pelo rádio, Krishnamurti fez o discurso em que dissolveu a Ordem da Estrela:

Vamos discutir hoje a dissolução da Ordem da Estrela. Muitos ficarão encantados, tristes. Não se trata, porém, de uma questão de regozijo nem tristeza, porque é inevitável, como passarei explicar... Sustento que a Verdade é uma terra sem caminhos, e vós não podeis aproximar-vos dela por nenhum caminho, por nenhuma seita. Esse é o meu ponto de vista e eu o sigo de modo absoluto e incondicional. Não tendo limites, não sendo condicionada e não sendo acessível por nenhuma espécie de caminho, a Verdade não pode ser organizada; nem se deve formar nenhuma organização para levar ou forçar as pessoas a enveredar por determinado caminho. Se compreendeis isso em primeiro lugar, vereis que é impossível organizar a crença. A crença é uma questão puramente individual, e não podeis nem deveis organizá-la. Se o fizerdes, ela morrerá cristalizar-se-á; tornar-se-á um credo, uma seita, uma religião, para ser imposta a outros. Isso ó o que toda a gente, no mundo inteiro, está tentando fazer. Acanha-se a Verdade e transforma-se em brinquedo para os fracos, para os momentaneamente insatisfeitos.

A Verdade não pode ser trazida cá para baixo, o indivíduo é que deve fazer um esforço para subir até ele. Não podeis trazer o topo da montanha ao vale... Portanto, esta é a primeira razão, do meu ponto de vista, pela qual a Ordem da Estrela deve ser dissolvida. Apesar disso, formareis provavelmente outras Ordens, continuareis a pertencer a outras organizações à procura da Verdade. Não quero pertencer a nenhuma organização espiritual; compreendei-me isso, por favor... Se se criar uma organização com esse propósito, ela se tornará uma muleta, uma fraqueza, uma servidão, estropiará o indivíduo e o impedirá de crescer, de firmar sua unicidade, que reside no descobrimento, para si mesmo, da Verdade absoluta, não-condicionada. Portanto, essa é outra razão que me leva, como chefe da Ordem, a querer dissolvê-la.  Não se trata de um feito magnífico, porque não quero seguidores, e estou falando sério. A partir do momento em que seguirdes alguém deixareis de seguir a Verdade. Não me preocupa saber se prestais ou não atenção ao que digo. Quero fazer certa coisa no mundo e vou fazê-la com pertinaz concentração. Só me preocupa uma coisa essencial: libertar o homem. Desejo libertá-lo de todas as gaiolas, de todos os temores, e não fundar religiões, novas seitas, nem estabelecer novas teorias e novas filosofias. Diante disso, perguntar-me-eis, naturalmente, por que percorro o mundo todo, falando sem parar. Eu vos direi por que o faço; não o faço por desejar um séquito, não o faço por almejar um grupo especial de discípulos especiais. (Os homens gostam de ser diferentes dos seus semelhantes, por mais ridículas, absurdas e triviais que possam ser as distinções! Não quero estimular essa absurdeza.) Não tenho discípulos, nem apóstolos, nem na terra nem no reino da espiritualidade. Tampouco me atrai o fascínio do dinheiro ou o desejo de levar urna vida confortável. Se eu quisesse levar uma vida confortável, não viria a um Acampamento nem viveria num país úmido! Estou falando com franqueza porque pretendo deixar isto resolvido de uma vez por todas. Não quero saber dessas discussões infantis ano após ano.

Um repórter de jornal, que me entrevistou, considerou um ato magnífico dissolver uma organização que possuía milhares e milhares de membros. No seu entender foi um grande ato porque ele disse: "Que fará o senhor depois disso? Como viverá? Não terá quem o siga, ninguém mais lhe dará atenção.” Bastará que haja cinco pessoas desejosas de prestar atenção, desejosas de viver, com o rosto voltado para a eternidade! Que adianta ter milhares que não compreendem, que estão totalmente embalsamados em preconceitos, que só querem o novo para traduzi-lo e, assim, adequá-lo aos seus próprios egos estéreis e estagnados?... Porque sou livre, não-condicionado, total, não a parte, não o relativo, mas a Verdade total, que é eterna, desejo que os que procuram compreender-me sejam livres, não me sigam, não façam de mim a gaiola que se converterá em religião, em Seita. Desejo que sejam livres de todos os medos – do medo da religião, do medo da salvação, do medo da espiritualidade, do medo do amor, do medo da morte, do medo da própria vida. Assim como o artista pinta um quadro por encontrar deleite na pintura, por ser ela a expressão de si mesmo, sua glória, seu bem-estar, assim não faço isto por desejar alguma coisa de alguém. Estais acostumados à autoridade, ou à atmosfera da autoridade que, cuidais, vos levará à espiritualidade. Pensais e esperais que outra pessoa, por seus poderes extraordinários – um milagre – possa transportar-vos ao reino da liberdade eterna que é a Felicidade. Toda a vossa maneira de encarar a vida se baseia nessa autoridade. Faz hoje três anos que me ouvis, sem que nenhuma alteração se tenha verificado, a não ser em poucos. Analisai agora o que estou dizendo, sede críticos, para poderdes compreender cabalmente, fundamentalmente...

Há dezoito anos que vos preparais para este acontecimento, para o Advento do Mestre Universal. Durante dezoito anos organizastes alguém capaz de proporcionar um novo deleite aos vossos corações e às vossas mentes, de transformar a vossa vida, de dar-vos uma nova compreensão; alguém que vos elevasse a um novo plano de vida, que vos desse um novo incentivo, que vos libertasse – e vede agora o que está acontecendo! Considerai, raciocinai e descobri como foi que essa crença vos tornou diferentes – não com a diferença superficial do uso de uma insígnia, que e' trivial, absurda. Como foi que essa crença varreu para longe todas as coisas não-essenciais da vida? Esta é a única maneira de julgar: como foi que vos tornastes mais livres, maiores, mais perigosos para toda sociedade que se baseia no falso e no não-essencial? Como foi que se tornaram diferentes os membros desta organização da Estrela?... Todos dependeis, para a vossa espiritualidade, de outra pessoa; para a vossa felicidade, de outra pessoa; para a vossa iluminação, de outra pessoa... Quando digo buscai dentro de vós a iluminação, a glória, a purificação e a incorruptibilidade do ego, nenhum de vós se dispõe a fazê-lo. Talvez haja uns poucos, mas são muito, muito poucos. Assim sendo, por que ter uma organização?... Nenhum homem de fora pode libertar-vos; nem o culto organizado, nem a vossa imolação por uma causa poderão libertar-vos; como também não poderá libertar-vos o ingresso numa organização, o envolvimento no trabalho. Usais uma máquina de escrever para redigir cartas, porém não a colocais num altar e não a adorais. Mas é isso o que fazeis quando as organizações passam a ser vossa principal preocupação. "Quantos membros há nela?" É a primeira pergunta que me formulam todos os repórteres de jornais. "Quantos seguidores tem o senhor? Pelo número deles julgaremos se o que diz é' verdadeiro ou falso." Não se quantos há. Não me preocupo com isso. Se houvesse apenas um homem que se tivesse libertado, este já seria o suficiente. Além disso, tendes a idéia de que somente certas pessoas tem a chave do Reino da Felicidade. Ninguém a tem. Ninguém tem autoridade para trazê-la consigo. Essa chave é o vosso eu, e só no desenvolvimento, na purificação e na incorruptibilidade desse eu se encontra o Reino da Eternidade...

Estais acostumados a que vos digam até onde chegou o vosso progresso, qual o vosso status espiritual. Quanta infantilidade! Quem, se não vós mesmos, podeis dizer se sois ou não incorruptíveis?... Mas os que realmente desejam compreender, que estão buscando o eterno, o sem começo e sem fim, caminharão juntos com maior intensidade, serão um perigo para tudo o que não é essencial, as irrealidades e as sombras. E eles se concentrarão, tornar-se-ão a chama, porque compreendem. Tal é o corpo que precisamos criar e tal é o meu propósito. Por causa dessa amizade verdadeira – que pareceis não conhecer – haverá uma cooperação verdadeira da parte de cada um. Não em virtude da autoridade, não em virtude da salvação, mas porque compreendeis realmente e, portanto, sois capazes de viver no eterno. Isto, sim, é maior do que todo o prazer, do que todo o sacrifício.

Eis aí, portanto, algumas das razões por que, depois de dois anos de cuidadosa consideração, tomei essa decisão. Ela não partiu de um impulso momentâneo. Ninguém me persuadiu a tomá-la – ninguém me persuade a fazer essas coisas. Por dois anos venho pensando nisso, lenta, cuidadosa, pacientemente, e agora decidi dissolver a Ordem, visto que sou o Chefe. Podereis formar outras organizações e esperar outra pessoa. Isso não me interessa, como também não me interessa a criação de novas gaiolas e novas decorações para as gaiolas. Minha preocupação é formar homens absoluta e incondicionalmente livres.
(A VERDADE É UMA TERRA SEM CAMINHOS - Jiddu Krishnamurti)
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