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domingo, 22 de junho de 2014

Amor universal deve estar acima de crenças, ideologias e nacionalidades.

Krishnamurti (1895-1986), tido por muitos como veículo de Buddha e Cristo, a  evolução deles próprios, seus ensinamentos viajaram, com ele, pelo mundo inteiro . De suas idéias, resultaram dezenas de livros que têm milhões de leitores e adeptos.
Presta o autor desta Seleta relevante homenagem ao conhecimento de Krishnamurti, revelando-lhe posições fundamentais como a luta em prol da paz e contra a mundanidade, a ignorância, o preconceito, o ódio e a luxúria.
São raros os verdadeiros gênios da raça humana. Criaturas que sobreviveram além da sua época e marcaram novos rumos para a humanidade. Jiddu Krishnamurti foi indiscutivelmente um desses. O seu pensamento atingiu as raízes da própria existência, apresentando ao mundo a antiga e tradicional sabedoria humana em roupagens modernas. Ele marcará, sem dúvida, o mundo com a sua presença, que irá se transformar, à medida que o tempo passa, numa nova sociedade.
É difícil classificá-lo. Para uns ele é um filósofo; para outros um místico, um psicólogo, um sociólogo, etc., pois o seu pensamento está acima de rótulos, é atemporal. Ele se importava muito com o futuro de um novo ser, totalmente livre, não condicionado pelos costumes, políticas, religiões ou tradições, alguém que seja integralmente si mesmo.

Jiddu Krishnamurti
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jiddu_Krishnamurti
 PAZ CULTURAL

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Poder é para poucos, só por causa disso, Ler é muito Perigoso!


Ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary.

O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram.
Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens.
Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlim-pim-pim, a máquina do tempo.
Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano!

Guiomar de Grammont  

sábado, 22 de março de 2014

Racismo brasileiro e Como alcançar a felicidade real e duradoura...

Raça no Brasil, embora tenha-se difundido o contrário, baseia-se, principalmente, na cor da pele de uma pessoa e sua aparência física e não na descendência africana. Para nós pobres, a única cor que somos obrigados a evidenciar com clareza, em todos os momentos de nossas vidas, é a cor do pouco dinheiro que, rapidamente, passa por nossas mãos, mas nas mãos dos afortunados filhos de boa família ele tem cor verde de esperança em dias ainda melhores, pois só chove no molhado, como costuma acontecer, tanto aqui, como lá!
A sociologia norte-americana desenvolveu teorias baseadas em evidências para explicar a persistência do racismo e da desigualdade racial, apesar do fim da segregação formal. Por exemplo, um texto-chave da sociologia, argumenta que a segregação racial residencial – ainda existente na prática, apesar das reformas dos direitos civis – constitui a principal causa da atual desvantagem negra e de outras dimensões das relações raciais nos Estados Unidos. Propõe que a distância física e social entre negros e brancos, aliada a fortes normas sociais que asseguram essa distância, é responsável pelos altos índices de desigualdade racial. Reciprocamente, lança a hipótese de que, sem segregação extrema, a discriminação e a desigualdade racial iriam diminuir. 

A segregação é, portanto, tida como “a chave” da dominação racial nos Estados Unidos. O mesmo pode não ser verdade no Brasil, se acreditarmos na ideologia racial brasileira. De acordo com esta ideologia e com boa parte da pesquisa sobre o assunto, a segregação residencial no Brasil é, acredita-se, simplesmente baseada na classe social, e a raça não é considerada um fator independente. Até que ponto a pesquisa sobre raça é simplesmente um reflexo da ideologia? As ideologias não contêm elementos da verdade? Quão distorcida por elas é a realidade? A ideologia também afeta as interpretações das análises sociológicas.
Cultivem a prática do controle emocional interior, buscando a harmonia e a paz.